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Coruja buraqueira fêmea protegendo seus filhotes na orla de Capão da Canoa. Foto: Carolina Castro, RO.

Por Carolina Castro

Como gosto muito de registrar imagens de animais, aproveitei minha estada em Capão da Canoa para fotografar algumas aves nativas do litoral norte do RS. Entre elas, as famosas corujas buraqueiras, conhecidas por construírem seus ninhos nos buracos cavados nas dunas.

No Réveillon de 2007, uma família de corujas ficou famosa. Os veranistas de Capão da Canoa manifestaram-se  indignados solicitando ao 1º Batalhao Ambiental da Brigada Militar o cancelamento do show de fogos que seria realizado perto do ninho dessas aves. A prefeitura daquela época ficou desapontada com a proibição do show pirotécnico que acontecia no mesmo local há pelo menos 5 anos.

Fiquei surpresa quando li que a prefeitura atual de Capão da Canoa pretende construir uma estátua de 10 metros na Avenida Beira-Mar e ainda espalhar 12 réplicas reduzidas pela cidade, já que as corujas se tornaram símbolo do município. Nova polêmica gerada em torno das corujas. O 1º Batalhão Ambiental da BM demonstra bom senso ao informar que existem medidas mais importantes a serem tomadas, como a educação ambiental. Aquele ninho de corujas, protegido pelas faixas de segurança, não é o único da orla.  As corujas buraqueiras enfrentam problemas em outros bairros mais afastados do centro, onde o lixo na areia, juntamente com a falta de respeito com os animais, as impedem de fazer ninhos. Existe também outro problema sério: os cachorros e gatos sem donos, perdidos nesses bairros longínquos. Eles atrapalham a vida das corujas e de muitas outras aves nativas que vivem no chão.

A verba de 20 mil reais que a prefeitura deseja utilizar para construir as estátuas poderia ser usada de uma forma muito mais proveitosa, tanto para as corujas, como para a admistração. Investir, por exemplo, em educação ambiental e preservação do ecossistema são alternativas viáveis e fundamentais para conscientizar as pessoas.

Leia a notícia sobre as corujas.

Beija-flor jovem. Foto: Carolina Castro, RO.

Pica-pau-do campo. Foto: Carolina Castro, RO.

Anu-branco. Foto: Carolina Castro, RO.

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Foto: EMATER/RS

A Emater/RS-Ascar, o Centro Ecológico de Ipê, a Embrapa e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Bento Gonçalves promovem nesta quarta-feira (20), às 14 horas, um Dia de Campo sobre produção de uva orgânica. O projeto visa incentivar novos produtores a aderirem ao sistema. O evento será realizado em Bento Gonçalvez  e serão apresentados os tratos culturais feitos na produção, como poda, desfolha e tratamentos fitossanitários.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (54) 3452-2289, da Emater/RS-Ascar de Bento Gonçalves ou visite o site.

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7:30 da manhã. O dia começa ensolarado, a temperatura ainda está agradável, as pessoas se deslocam timidamente, indicando que será mais um dia de feira movimentada. De mochila nas costas e câmera na mão, seguimos pela José Bonifácio em busca de mais uma rota dos orgânicos: a Feira Ecológica da Redenção, em Porto Alegre.

Na feira são comercializados produtos hortigranjeiros e agroindustrializados livres de agrotóxicos ou substâncias sintéticas. Ela acontece todo o sábado das 7:30 às 12:30.

Desde 1989, a feira reúne produtores agrícolas de Porto Alegre e do interior do RS, organizados por cooperativas. Centenas de pessoas circulam pelas duas quadras ecológicas escolhendo e experimentando alimentos como cereais, frutas, legumes, verduras, mel e derivados, sucos, laticínios, massas, pães, entre outros.

O diferencial e a atração principal do local é a diversidade colorida. Tanto dos alimentos, como das pessoas.

 

Entrada da Feira Ecológica da Redenção. Foto: Rota Orgânica

Flávia Maria, bióloga e produtora agrícola, é expositora da feira ecológica desde o surgimento. A agricultora é responsável pela primeira quadra da avenida. Ela informou que todo produtor agrícola, participante da feira, é também comprometido com a venda direta ao consumidor. “Muitas pessoas de outras cidades do RS, saem tarde da noite, do dia anterior, para estarem lá às 5 horas da manhã e montarem a feira. É um trabalho duro, mas recompensador”.

Conforme a agricultora o preço praticado na feira é justo. São realizadas pesquisas de mercado para oferecer ao cliente um produto de qualidade com um preço razoável. “Uma vez por mês, fazemos a análise de mercado – feira de rua, mercado publico e hipermercado convencional – fazemos uma listagem com os valores e a repassamos para compor uma tabela de preços. O objetivo é não ficar nem acima, nem abaixo, porém em algumas épocas o produto vai custar um pouco mais caro que o mercado e em outras menos”, explicou Flávia Maria.

 

Placa indicativa da Feira Ecológica da Redenção. Foto: Rota Orgânica

 

A integrante da Cooperativa Arco Íris e produtora de massas orgânicas, Dilma de Oliveira salientou que até dezembro deste ano os produtores de orgânicos deverão se cadastrar no Ministério da Agricultura. O objetivo é proteger o consumidor e garantir um controle efetivo da qualidade dos alimentos orgânicos.

Faremos uma matéria especial sobre as certificações dos produtos orgânicos. Aguardem…

 

 

 

 

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